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CNI reúne lideranças femininas no 1º encontro do fórum BRICS 2025

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23 de janeiro de 2025
Brasil
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Este ano, o BRICS é presidido pelo governo brasileiro, e os fóruns empresariais são secretariados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A reunião inaugural da BRICS Women's Business Alliance (WBA) ocorreu em Brasília.

 

 

Criado para promover o crescimento sustentável, reduzir desigualdades e ampliar a influência de economias emergentes no cenário internacional, o BRICS é liderado pelo governo brasileiro em 2025. A Women's Business Alliance (WBA), secretariada este ano pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é um dos grupos de discussão do mecanismo e teve sua primeira reunião nesta quinta-feira (23 de janeiro). A presidência brasileira do WBA apresentou seu plano de trabalho para este ano aos membros estrangeiros e brasileiros. 

Semelhante ao BRICS, os grupos de discussão do WBA têm uma presidência rotativa, liderada pelo governo do respectivo país por um período de um ano. Em 2025, enquanto o governo brasileiro preside o grupo, a CNI detém a secretaria executiva do BRICS Business Council (BBC) e da Women's Business Alliance (WBA) — com a coordenação da agenda, ações e apoio à presidência brasileira. 

O objetivo da Aliança é promover a participação econômica das mulheres e fomentar a cooperação entre empresas lideradas por mulheres. Composto por nove países membros — Brasil, África do Sul, Rússia, Índia, China, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã — o grupo agora alinha a entrada do mais novo membro, a Indonésia. Além disso, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão tornaram-se parceiros este ano, participando do BRICS, mas sem direito a voto.

WBA aposta na liderança feminina para fortalecer BRICS

 

 

A Women's Business Alliance (WBA) é presidida em 2025 pela consultora executiva da Times Brasil – licenciada exclusiva da CNBC, Mônica Monteiro. A Aliança é composta por seis grupos de trabalho, que estão vinculados aos seguintes temas: Saúde, Desenvolvimento Inovador, Economia Inclusiva, Indústrias Criativas, Turismo e Segurança Ambiental e Alimentar. Segundo Monteiro, o grupo tem um papel estratégico no desenvolvimento dos países-membros. “BRICS é o equilíbrio que o mundo precisa hoje. As mulheres representam a conciliação e a união em tempos de extremismo. Somos a oportunidade de mudar o mundo e fazer a diferença, e entraremos no coração das pessoas por meio dos negócios”, afirmou a presidente da WBA. A Sra. Monteiro destacou ainda que hoje apenas 14% das empresas brasileiras envolvidas com comércio globalmente têm CEOs mulheres. 

O encontro faz parte da pauta do Fórum Nacional de Mulheres Empresárias

 

O encontro inaugural do WBA faz parte das pautas do Fórum Nacional de Mulheres Empresárias, também coordenado pela Confederação Brasileira da Indústria (CNI). O grupo brasileiro representa empresas, federações de indústrias, associações setoriais e redes, conselhos e câmaras empresariais de mulheres. As profissionais trabalham para propor estratégias, ações e recomendações para acelerar o movimento pela paridade de gênero no país e dentro das indústrias. 

A coordenadora do grupo, Danusa Lima, destacou o papel da inclusão feminina nos negócios: “Teremos muitas pautas relevantes e, em cada um desses eventos, precisaremos da força das representantes femininas”, disse. 

Além da presidente e do sherpa do WBA, a reunião híbrida desta quinta-feira (23) contou com a presença da secretária executiva do grupo, Ludmila Carvalho, de lideranças femininas brasileiras e das Chairmans dos Capítulos Nacionais, que são: Anna Nesterova, Fundador da Manufatura Relojoeira Palekh Watch, Presidente do Capítulo Russo da BRICS WBA;  Zhao Haiying, Vice-presidente executivo e diretor de estratégia da China Investment Corporation, presidente do capítulo chinês da BRICS WBA; Marianne Ghali, Diretor Executivo da Qalaa Holdings, Diretor Executivo da Grandview Investment Holdings, Presidente do Capítulo BRICS WBA Egito; Sara Hassen Adem, CEO da Saos Group PLC, coproprietário e gerente adjunto da Sebata Agro-Industry, presidente do capítulo BRICS WBA Etiópia; Sangita Reddy, Diretor Administrativo Adjunto do Apollo Hospitals, Presidente do Capítulo BRICS WBA Índia; Lebogang Zulu, Presidente do Comitê de Portfólio de Relações Internacionais do Black Business Council, Presidente do Conselho do Africa Women's Bank, Diretor Executivo da Kampara Group Holdings, Diretor Executivo da Kokozu International, Presidente do Capítulo BRICS WBA da África do Sul.  

O negócio BRICS

 

A sherpa do BRICS Business Council (BBC) e da Women's Business Alliance (WBA), Constanza Negri, reforçou o compromisso da presidência brasileira em implementar iniciativas tangíveis e de curto prazo, como a promoção de projetos empresariais e de desenvolvimento socioeconômico, bem como metas de longo prazo, com o avanço de recomendações políticas e a promoção da cooperação internacional. “A BBC e a agenda do WBA estão fortemente alinhadas com os objetivos da CNI e seus esforços para empoderar economicamente as mulheres e promover sua participação nos negócios”, disse Negri. O slogan sob a liderança brasileira é “Construindo Pontes Globais: Mulheres Fortalecendo as Fronteiras Econômicas do BRICS”, e o trabalho será realizado em quatro frentes: 

    • Promover negócios (encontros para promover negócios entre empresas lideradas por mulheres; uma nova edição do Concurso BRICS Women's Startups — competição para identificar e promover essas empresas nos países membros)

    • Desenvolvimento de recomendações de políticas (reuniões online dos grupos de trabalho do BRICS; entrega de recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado)

    • Projetos de cooperação (Foco em projetos de economia criativa)

    • Integração de novos membros (garantia do envolvimento das equipas dos novos países membros do BRICS)

Concurso de Startups Femininas BRICS

 

O Brasil está no centro das atenções como anfitrião do Concurso de Startups Femininas BRICS para o ano de 2025, com o objetivo de fortalecer laços econômicos e melhorar as fronteiras comerciais entre as nações do BRICS. 

Este prestigiado concurso, que recebeu impressionantes 2.000 inscrições, destaca startups lideradas por mulheres em diversas categorias críticas. Essas categorias incluem Saúde e Bem-estar, Agricultura e Segurança Alimentar, Educação e Desenvolvimento de Habilidades, Energia, Infraestrutura e Mobilidade, Comércio, Serviço e Transformação Digital, bem como Desenvolvimento Sustentável e Soluções Climáticas. 

Os critérios de avaliação permanecem rigorosos e multifacetados, com foco em Inovação e Impacto Positivo, cada um com um peso de 20%. Além disso, o concurso enfatiza a importância da Escalabilidade em Mercados BRICS e Viabilidade Comercial, atribuindo a eles 15% cada. Fatores adicionais, como Parcerias e Redes, Capacidade Técnica e elementos mais sutis, como Processos, PI e Operações e Qualidade de Apresentação, carregam um peso de 10% e 5%, respectivamente. 

A competição foi estruturada em vários estágios para acomodar startups em diferentes pontos de sua jornada. Ela atende a novas propostas, orientando startups em estágio inicial focadas na validação de conceito, para startups em fase de estabelecimento de tração que já viram aceitação de mercado e, finalmente, scale-ups que experimentaram crescimento significativo e estão buscando expandir internacionalmente. 

Os principais marcos do concurso incluem um ilustre evento de lançamento em Belo Horizonte, Brasil, prazo final para inscrições e etapas progressivas, como análise técnica e revisão final, levando à grande cerimônia de premiação, que será realizada em conjunto com o BRICS Summit em julho. 

À medida que os participantes do concurso avançam, as startups serão rigorosamente avaliadas com uma Análise Técnica abrangente em cada estágio de qualificação. Os eventos são alinhados sequencialmente, começando com o Evento de Lançamento do Concurso no WeForum em março, seguido pelo prazo de inscrição em abril, avançando para o evento em Brasília. 

O concurso não busca apenas destacar a capacidade inovadora das mulheres empreendedoras, mas também estabelecer redes e parcerias duradouras que transcendam o concurso, reforçando assim as entidades BRICS como um bloco econômico formidável no cenário global. 

Orquestra Feminina: Uma Mistura Harmoniosa de Cultura e Talento Feminino

 

Em uma iniciativa cultural sem precedentes, as nações BRICS, sob a liderança do Brasil, estão orquestrando um evento histórico — a Orquestra Sinfônica Feminina BRICS. O projeto, liderado pela Presidente Mônica Monteiro, culminará em uma série de concertos sinfônicos programados para 2025, nas principais cidades brasileiras, incluindo Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.  

Este grande empreendimento, BRICS Symphony WBA 2025, busca não apenas celebrar a música sinfônica, mas também fortalecer as relações culturais entre os países membros. Um dos objetivos mais impactantes é encorajar e facilitar o intercâmbio cultural. Ao reunir musicistas para compartilhar seus conhecimentos e se envolver em responsabilidades conjuntas, esta iniciativa se esforça para promover os valores de unidade, diversidade e camaradagem entre os países do BRICS. 

A orquestra será composta por um conjunto extraordinário de 75 músicos, com uma representação de dez brasileiros, incluindo uma maestrina. Os 65 músicos restantes serão divididos entre as nações restantes do BRICS. Um objetivo particularmente pungente do projeto é a democratização da música clássica — desafiando as ideias convencionais de papéis de liderança musical ao apresentar maestrinas. Um aspecto essencial do projeto é promover a música de concerto para públicos mais amplos e aumentar a diversidade cultural por meio de um repertório sinfônico cuidadosamente selecionado. 

Cada nação participante contribuirá com obras que tenham valor cultural significativo em termos de ritmo, harmonia ou orquestração. Este esforço é apoiado pelo Ministério da Cultura do Brasil. O projeto se desdobrará por meio de uma série de fases meticulosamente planejadas, incluindo audições pelo Instituto da Banda Sinfônica de Brasília (IBSB), com engajamento contínuo programado para o ano que antecede o evento principal em julho de 2025. Esta iniciativa está definida para culminar em uma sinfonia multicultural, simbolizando a harmonia que pode ser alcançada por meio da expressão artística colaborativa. 

Liderança feminina do campo de algodão à indústria

 

O Brasil está entrando em cena com o “Projeto Algodão: Liderança Feminina do Campo à Indústria”, previsto para 2025 como parte do papel proativo do Brasil na BRICS Women's Business Alliance. Por meio deste ambicioso projeto, o Brasil visa promover seu algodão globalmente, elevando o lugar da commodity nos mercados internacionais, ao mesmo tempo em que destaca o papel fundamental das mulheres na cadeia de valor do algodão, do cultivo às passarelas da moda. 

Este projeto ecoa o compromisso do Brasil com a inovação, o crescimento sustentável e o empreendedorismo feminino na indústria do algodão. Com a criação de uma coleção exclusiva e original por designers de cada um dos países do BRICS, o Brasil exibe a qualidade superior do seu algodão, servindo como matéria-prima para uma série de moda eclética. 

Além disso, a iniciativa se estende a um intercâmbio cultural expansivo, à medida que estilistas selecionados se unem para tecer suas diversas heranças culturais em um único tecido, ao mesmo tempo em que defendem o algodão brasileiro. Reconhecendo as complexidades envolvidas, uma infinidade de atividades foi organizada, incluindo fóruns de debate, master classes e acordos de cooperação técnica envolvendo instituições de prestígio como o SENAI e o SENAI CETIQT. 

As responsabilidades do Brasil abrangem toda a estrutura logística, garantindo que os princípios de sustentabilidade e rastreabilidade orientem a seleção do algodão, que será processado em peças de vestuário pelas mãos habilidosas de costureiras da comunidade local, principalmente nas renomadas Escolas de Samba do Rio. 

O ponto alto do projeto será um grande desfile de moda no Museu Nacional do Brasil, seguido por uma exposição de um mês no Rio de Janeiro que narra lindamente a jornada do algodão brasileiro do campo ao tecido. Além disso, essa história será registrada em um catálogo bilíngue e imortalizada em um documentário, destacando o processo criativo e elaborando uma narrativa que será transmitida em canais importantes como Agromais e Arte1. 

O “Projeto Algodão” é uma prova da visão inovadora do Brasil para a integração econômica por meio de práticas sustentáveis e fortalecimento da liderança feminina, estabelecendo um exemplo de sinergia criativa e empreendedora dentro dos países do BRICS.

 

Fotos por: Gilberto Sousa

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