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Fórum Empresarial BRICS encerra no Rio com apelos por maior integração e desenvolvimento sustentável

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05 de julho de 2025
Brasil
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O Fórum Empresarial BRICS, realizado neste sábado (5 de julho) no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, reuniu líderes políticos e empresariais dos países-membros para discutir estratégias de fortalecimento da cooperação entre economias emergentes. Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento preparou o cenário para a próxima Cúpula de Chefes de Estado BRICS e contou com um dia inteiro de painéis de alto nível, reuniões bilaterais e premiações. 

Na abertura do Fórum, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que uma integração mais profunda entre os países do BRICS é essencial para a construção de uma nova ordem econômica global. Ele destacou que o bloco agora representa mais de 40% do PIB global em paridade de poder de compra e registrou um crescimento médio de 4% em 2024 — acima da média global. 

“Aproximar nossos setores produtivos é um pilar fundamental do BRICS. Os empreendedores aqui reunidos fazem parte do motor dinâmico da economia global”, afirmou Lula. 

O presidente também defendeu uma transição ecológica justa, uma estrutura de governança multilateral para inteligência artificial e a expansão do uso de moedas locais — todos enquadrados como ferramentas estratégicas para enfrentar os desafios globais. Ele lembrou à plateia que os países em desenvolvimento já demonstraram sua capacidade de responder a grandes crises e enfatizou a importância de defender o comércio multilateral e reformar a governança financeira global diante do protecionismo renovado. 

 

Indústria brasileira defende laços econômicos mais fortes 

Ricardo Alban, presidente da CNI, reiterou o compromisso do setor privado brasileiro com a agenda do BRICS, destacando o papel da CNI como secretaria executiva tanto do Conselho Empresarial do BRICS (Cebrics) quanto da Aliança Empresarial Feminina do BRICS (WBA). Ele observou que, embora os países do BRICS tenham comercializado mais de US$ 1 trilhão em 2023, ainda existe um vasto potencial inexplorado para o comércio intrabloco. 

“Apesar da força econômica individual de cada país do BRICS, o volume de comércio entre nós permanece modesto em comparação com o nosso comércio com o resto do mundo. Precisamos avançar”, disse Alban. 

Ele destacou que os países do BRICS respondem por 36% das exportações brasileiras e detêm mais de US$ 51 bilhões em investimentos no país. Alban também destacou o papel estratégico da indústria brasileira na expansão das cadeias de valor do BRICS, especialmente em áreas como transição energética, segurança alimentar, infraestrutura e tecnologias verdes. 

 

Um papel global para o Brasil em sustentabilidade e inovação 

Alban destacou a crescente influência do Brasil na governança econômica global, citando sua liderança no G20, no B20 e na próxima COP30 em Belém. Ele também anunciou que a CNI está promovendo a criação de um fórum empresarial dedicado às discussões climáticas — a COP de Negócios Sustentáveis — como um espaço para alinhar a ação do setor privado com as metas climáticas. 

“Essa convergência não é apenas positiva para o Brasil como nação, mas também fortalece a capacidade do nosso setor produtivo de moldar uma agenda integrada que combine desenvolvimento econômico, transição energética, sustentabilidade e inclusão social”, observou. 

 

Destaques e Encerramento do Fórum 

O Fórum contou com quatro painéis temáticos abordando temas-chave como transição energética, comércio e segurança alimentar, desenvolvimento de competências, financiamento para o desenvolvimento sustentável e inovação. A programação contou com a participação de diversos palestrantes de alto nível. 

O dia foi encerrado com duas cerimônias de premiação — o BRICS Solutions Awards e o BRICS Women's Business Alliance Startup Contest — reconhecendo iniciativas inovadoras e startups lideradas por mulheres que estão contribuindo para um crescimento sustentável e inclusivo. 

 

Coordenação e Apoio Institucional 

Em 2025, tanto o Conselho Empresarial BRICS e o Aliança Empresarial Feminina BRICS são coordenados pelo Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Fórum Empresarial é patrocinado por XCMG, DP World, Keeta, WEG, Embraer, Vale, Febraban, Mebo International, Marfrig/BRF, e as entidades do sistema industrial nacional SENAI, SESI, e IEL. O apoio institucional é fornecido pela Conselho Nacional do SESI, o Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Natureza, Sebrae, ApexBrasil, e o Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 

 

Confira o álbum de fotos para ver os destaques do Fórum Empresarial BRICS 2025 no Rio. 

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